Fique livre do mundo, aproveite a dor, ame de olhos fechados e se divirta na terra.
Cazuza

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Cidade Luz



Dias na Europa: 251


Acabo de voltar de Paris, e o sentimento que se sobre sai é: sinto saudade de tudo já.
É quase que o mesmo sentimento pós Eurotur.. mas agora, quem vai voltar pra casa em pouco tempo sou eu.
Começamos a viagem no Sábado de tarde, 14 horas de ônibus. 14 das quais eu dormi uma.
Chegamos em paris já em ritmo acelerado.. sabíamos que o tempo ali era pouco..tudo o que eu conseguia pensar era o quão incrível era estar no lugar que eu sempre quis conhecer e uma ansiedade pra ver meu melhor amigo Frances mais uma vez.
Fomos primeiro pro Arco da Défence. Que é um monumento moderno no centro financeiro da cidade.. no horizonte você pode ver o Arco do Triunfo, e um pouco pra esquerda a Torre Eiffel.



Entre uma foto e outra eu olhava desesperada pra porta da estação de trens, de onde o Baptiste deveria chegar.. Eu estava roendo as minhas unhas. Agente se despediu chorando porque não sabíamos se nos veríamos de novo em agosto,e quando ele me disse que viria pra Paris pra me ver, eu quase não acreditei.
Finalmente, enquanto tirávamos nossa foto em grupo, eu vejo meu Frances pequeninho vindo pra nossa direção. Eu acho que a minha reação foi um pouco exagerada.. mas que realmente não estava nem ai. Dei um grito que meio que pareceu um grunido tipo “my frenchie..Jean Pierre” e sai correndo as escadas.. praticamente dei um pulo na direção do pobre.
Os outros oldies já vieram atrás, e depois de três meses, fizemos um tchu tchu no Baptiste.
Eu estava radiante depois disso..fomos até o Arco do triunfo, e depois Baptiste e eu andamos a Champs Elysées. Observando as lojinhas humildes.. Gucci, Cartier, D&G, Luis Vitton..







E Andamos até o Obelisco.. e as fontes onde se filmaram O Diabo veste Prada.
Depois fomos andando até a Torre Eiffel, e o sol saiu bem nessa hora.. Paris é linda no centro.. toda antiga e o outono deixa a cidade com um charme..



A fila pra Torre estava gigante.. demoramos uma hora pra comprar os ingressos.. e só pudemos subir até o segundo andar..porque o topo estava lotado.
Acabei que não consegui ir lá em cima por falta de tempo..mas ganhei uma explicação sobre a paisagem de graça de uma guia que chegou no meu lado e começou a falar pro grupo brasileiro dela o que estávamos vendo.



Depois fomos comer num bistrô atrás do Sacré – Coeur. Quem colocou tantas escadas lá. Quem?
Não deu pra entrar na Igreja, mas vou fazer isso da próxima vez.
Depois disso voltamos pro hotel, e eu dormi em 2 segundos.
Na segunda, primeiro ao Louvre. E sim o bagulho é muuuuuuito grande.



Eu decidi olhar o básico e o que me interessava, porque simplesmente tem muita coisa..
Coisas de parte da historia que eu nem sabia que tinha acontecido..
Fui primeiro até a Monalisa, que alias, não tem nada de mais como eu já sabia.. e eu não entendo o que viram no quadro que o fez tão famoso.. talvez eu seja apenas uma mente que não sabe apreciar a arte..


Depois pros artistas franceses, onde eu vi os quadros da revolução francesa, e a Auto coroação de Napoleão.
E em seguida passamos pela parte do Egito..mas me pareceu muito com o que eu já tinha visto aqui em Berlin..
Depois do Louvre fomos a Galeria Laffayete, que é basicamente um shopping com todas as marcas que você possa imaginar.. e tudo custa o preço da sua casa lá dentro.

O Baptiste e eu acabamos indo pra H&M, que é sempre onde todo mundo acaba indo.
A próxima parada foi um dos meus lugares preferidos no mundo, Hard Rock Café Paris, a Kerstin ( que organiza as viagens) até já sabe o quando o pessoal gosta de ir lá e até já colocou na agenda. Comprei minha 10 camiseta.. ou algo assim.. perdi as contas já..



Depois disso fomos comer no restaurante mais apertado de Paris.. mas foi legal, sentados eu, Baptiste, Julian(italia) e Simms(EUA) cada um de um país, cada um com sua língua diferente.. e agente deu tantas risadas..



Fizemos um passeio de barco a noite pelo Rio Sena, e apesar de estar um frio desgracado, Paris é linda de noite.



Depois disso o Rotary nos levou pra frente do Moulin Rouge, e a rua é inteira cheia de Sex shops por uns três quarteirões ( nosso hotel era um quarteirão pra frente disso)
Na terca nós fomos pra Notre Dame de manha, e eu não conseguia deixar de me lembrar das minhas aulas de arte.. e Das Abóbodas, das Colunas... Loucura que o que aprendemos na escola na verdade existe.


Depois pegamos o trem e fomos pra Versailles..e que castelo grande. Muito grande.
Eles fazem exposições de arte moderna dentro do castelo, e eu achei muito legal a idéia do contraste do velho e o novo.
O Baptiste que amou, era um dos artistas favoritos dele.





Depois pra acabar nossa trip, fomos ao Mac donalds mais perto, e o Rotary gastou 540 euros em Hamburgers pra todos nós. O Baptiste que fez a tradução me disse que o atendente perguntou pra ele se não era brincadeira quando ele pediu 60 hamburgers, 60 cheeseburgers e 40 chickenburgers.



Eu já estava com o coração apertado o dia todo.
Eu sabia que dali a algumas horinhas o Baptiste ia voltar pra casa, e nós também.
O tempo passou rápido demais.
Eu tive que dar tchau mais uma vez pro meu gêmeo Frances ( nós nascemos no mesmo dia do mesmo ano, e muito muito perto em termo de horas).
Eu não consegui acreditar quando ele teve que sair correndo no banco no meu lado e correr pra estação de trem. Não deu tempo pra mais nada além de um abraço e um See you soon.



Chorei uma hora sem parar depois disso, junto com a Lu e a Ago.. nós não temos muito tempo aqui mais.
Meu coração está no momento despedaçado. Quero meu tempo de volta, meus amigos de volta. Quero Paris de volta.



Baptiste, yeah this post is for you, as i’ve said before i will never say bye to you.
Thanks for the greatest three days in Paris, for all the translation and all the good moments and memories.
I know we have a lot more to live together.. you never heard the end of the text i was translating to you when you had to leave..
It says: It may had been in a conversation,some hours, one night, some days or the whole year.. you will never forget these people, what was said, what happened and the way these moments affected you. And most incredibly knowing , feeling, that these persons will also never forget. Nothing. It will all be forever.
Its forever for me. Merci, chérie.
Je t'aime


sábado, 23 de outubro de 2010

[Aviso]

Dias na europa: 247

Olá.
Eu comecei a escrever sobre o Ostsee (Mar Báltico) mas desliguei o computador e perdi tudo..de qualquer maneira, a melhor parte são as fotos (vcs podem ver no meu Orkut ou Facebook)
Estou indo pra Paris.
Só pra avisar pra vocês.
Não.. é só isso mesmo. Escrevo quando eu voltar..
Au revoir

Ps. Vai ser uma provavelmente uma aventura considerando a situacao francesa atual e o clima que vamos pegar..

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pensamentos soltos

Saudade.

Eu já ouvi dizer que é uma palavra que só existe na língua portuguesa.
Eu conheço a expressão em outras duas línguas, e nenhuma das duas consegue expressar o que a palavra saudade realmente significa.
Eu olho pras minhas fotos antigas e que na verdade tem um pouco menos de um ano e eu sinto saudade,
as vezes eu me pego me lembrando das pequenas coisas que eu costumava fazer na minha vida antes dessa que estou vivendo agora, me lembrando das pessoas que eu amo e deixei pra trás, dos lugares que eu já andei, que costumava andar sempre e sentindo saudade até disso de certa maneira.
Outro dia eu senti saudade de dizer bom dia pras pessoas de manhã.
Ás vezes realizar seus sonhos não é exatamente tão fácil quanto se pensa.
Eu olho as fotos de cinco meses atrás e eu sinto saudade. Das pessoas que se tornaram importantes pra mim e que não estão mais aqui, dos bons momentos que nós passamos juntos e que pareceram ser eternos e que acabaram rápido demais.
É um sentimento muito estranho, sentir tanta falta de algo que foi tão rápido, mas muito intenso.
Eu tenho experimentado algo que não tinha nos meus últimos 17 anos na terra, estar muito feliz em um segundo e no próximo chorar sozinha lembrando-se do passado.
Outro dia eu chorei olhando pra última foto que eu tirei com a minha mãe e com o meu pai no Brasil. Eu choro toda vez que vejo ela de novo.
Os sentimentos voltam como se a situação fosse real novamente.
Mas sabe, eu estou feliz por estar vivendo isso, talvez eu tivesse que ir pra longe demais pra aprender a dar valor pras coisas realmente simples da vida,
Um abraço verdadeiro, andar por uma rua onde você sabe com certeza o que vem depois da esquina, usar um telefone tendo certeza do que a outra pessoa está dizendo, acordar na sua cama, não ter que pensar pra formar uma frase.
Eu amo a aventura que estou vivendo aqui agora, e também olho as fotos que tirei ontem e sinto saudade antecipada.
Eu sofro com o fato de que não vou poder sentir o mesmo em menos de 4 meses.
Mas, eu estou feliz por ter a chance de pensar assim, de sentir assim. De me apresentar pra mim mesma.
Como o João Victor disse: “Se você tiver a chance de ver as coisas por outro ângulo, a vista do outro lado é espetacular”